Wilson Dias/Agência Brasil

2º LRCAP contrata 19 GW e abre espaço para ampliação de hidrelétricas e térmicas

No setor de energia termelétrica, Eneva e Petrobras se destacaram como as principais vencedoras. Já no segmento hidrelétrico, a Copel obteve destaque

BRASÍLIA – O 2º LRCAP, realizado nesta quarta-feira (18), resultou na contratação de 19 MW de potência, com investimentos estimados em R$ 64,5 bilhões. O deságio médio foi de 5,52%.

O certame, que teve início às 10h, negociou sete dos oito produtos ofertados. A potência contratada totalizou cerca de 19 GW, sendo 16,7 GW provenientes de termelétricas e 2,5 GW de ampliação de hidrelétricas.

O leilão negociou contratos com vigência de 10 anos para ativos existentes e 15 anos para novos empreendimentos. No segmento termelétrico, Eneva e Petrobras foram as grandes vencedoras. No produto hidrelétrico, destaque para a Copel.

Maior leilão da história

Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o certame assegura uma economia de R$ 33,6 bilhões para os consumidores de energia elétrica ao longo dos contratos firmados. 

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (18/3), afirmou que o governo consolida o maior leilão de geração já promovido no Brasil: “Nós fizemos o maior leilão de térmicas da história desse país. Um leilão que garante além de segurança energética, modicidade tarifária garantindo maior segurança energética ao nosso Brasil e menores preços para o consumidor”, disse Silveira.

O resultado do 2º LRCAP consolidou a divisão da garantia de suprimento entre ativos novos e existentes. Do total contratado, 46% correspondem a novas plantas, enquanto 40% foram destinados à capacidade existente e 13% à fonte hídrica.

Dimensão e concorrência 

Ao todo, foram cadastrados 330 projetos para a disputa. A lista incluiu 311 termelétricas a gás natural, 16 ampliações de hidrelétricas e três usinas a carvão mineral. Os empreendimentos inscritos somaram cerca de 120 GW de capacidade. Além disso, o modelo adotado inovou ao permitir a competição direta entre empreendimentos novos e existentes, expandindo a diversidade de tecnologias capazes de fornecer potência ao sistema elétrico nacional.

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil