Na CME, Silveira apresenta prioridades de Minas e Energia para próximas semanas

Ministro do MME, Alexandre Silveira, abordou nesta quarta (11) agendas centrais do governo, destacando leilões estratégicos, segurança energética e a renovação das concessões

BRASÍLIA – O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, apresentou a agenda estratégica do setor durante audiência na Comissão de Minas e Energia (CME) nesta quarta (11). Ele detalhou as próximas ações do governo, que incluem leilões de reserva de capacidade, exigências para a renovação de concessões e eólicas offshore na pauta do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Confira:

LRCAP e Gás Natural

Inicialmente, Silveira confirmou a realização dos Leilões de Reserva de Capacidade (LRCAP) para os dias 18 e 20 de março, e classificou o evento como o “maior leilão de térmicas do Brasil”. Ele defendeu a contratação das usinas como um seguro essencial para o sistema, pois elas garantem a potência diante da intermitência das fontes renováveis.

Além disso, o ministro afirmou que o governo deve avançar com a exploração de gás não convencional. “Não podemos ser hipócritas e não explorar o gás não convencional no Brasil. O gás é fundamental para a indústria. Por isso, defendo mais gás para indústria em vez da geração termelétrica”. Silveira reforçou a expectativa de realizar o leilão de gás da União ainda em 2026.

Eólicas Offshore

Dando continuidade à agenda, o governo planeja aprovar as diretrizes do primeiro leilão de eólicas offshore do país na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marcada para quinta-feira (19). “Vamos aprovar as diretrizes no próximo CNPE, dia 19, e, consequentemente, avançarmos nos primeiros blocos de leilão para eólica offshore”, afirmou Silveira.

Renovação de distribuidoras

O foco do governo também recai sobre a renovação dos contratos de 19 concessionárias de distribuição de energia. O MME procura solucionar as dificuldades regulatórias para assegurar a continuidade do serviço sem impacto negativo na tarifa final. Desta forma, a expectativa é que o governo mantenha as atuais operadoras sob os novos contratos, exigindo, em contrapartida, compromissos de investimento e a adoção de critérios mais rigorosos de desempenho e eficiência operacional.

Biocombustíveis

Paralelamente, a pasta estabeleceu o fortalecimento dos biocombustíveis como uma de suas prioridades estratégicas. Na audiência, Silveira afirmou que o governo iniciou estudos técnicos para elevar a mistura obrigatória de biodiesel no diesel para a faixa de 25% (B25). 

Foto: Adriano Machado/Agência Reuters