Segundo a EPE, nova configuração contratual corrige assimetrias e traz segurança para a transição energética
BRASÍLIA – Com 19 GW contratados, o 2º LRCAP deve atrair R$ 64,5 bilhões em investimentos na infraestrutura nacional e na criação de novos postos de trabalho, aponta fact sheet divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Este volume consolida o certame como o maior já realizado no país neste segmento.
O documento técnico sinaliza que a nova configuração contratual apresentada corrige assimetrias de certames anteriores ao substituir instrumentos rígidos por modelos aderentes à operação real do sistema. Do ponto de vista econômico, o leilão registrou um deságio médio de 5,5%.
Além disso, o impacto previsto é a redução de custos indiretos e a otimização dos recursos existentes, garantindo segurança jurídica e financeira para os stakeholders do setor elétrico. Na prática, essa lógica substitui antigos modelos baseados em energia por contratações de potência com flexibilidade.
3º LRCAP
Os dados divulgados pela EPE também detalham os resultados do certame focado em usinas a óleo e biodiesel, realizado em 20 de março de 2026. Nesta etapa, foram garantidos 501 MW de potência com um expressivo deságio médio de 50%, o que resultará em uma economia direta de R$ 1,8 bilhão ao longo da vigência dos contratos.
Deste montante, 80% provêm de usinas a óleo combustível e diesel, com contratos de três anos e operação já entre 2026 e 2027. Por outro lado, os 20% restantes (Produto 2030) vêm de usinas a biodiesel, com um horizonte contratual mais longo, de 10 anos.
Planejamento e segurança energética
Para a realização de todo o complexo do LRCAP 2026, a EPE desempenhou um papel central na análise e na habilitação técnica dos projetos, além de apoiar o Ministério de Minas e Energia (MME) nos cálculos de demanda, de margens de escoamento e de preço-teto.
Sendo assim, a estruturação deste planejamento ocorre em um cenário onde o operador do sistema já alertava para riscos de atendimento. Ao garantir potência para complementar fontes variáveis, o certame evita soluções emergenciais onerosas e integra, de forma definitiva, a segurança à transição energética nacional.
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