Com 168 ações práticas e foco transversal, o Plano prevê criação de ‘roadmaps’ para guiar a nova economia verde do país
BRASÍLIA – O Ministério de Minas e Energia (MME) apresentou, nesta quarta-feira (29), o Plano Nacional de Transição Energética (Plante). O documento, submetido à consulta pública, surge como proposta estratégica fundamental para balizar a redução das emissões de GEE no Brasil até 2055.
Metas para os próximos 30 anos
O esboço do Plante foi estruturado de forma abrangente em 15 blocos temáticos, os quais abrigam um total de 168 ações práticas. Nesse sentido, a secretária-substituta de Transição Energética e Planejamento, Lorena Perim, destacou que o plano projeta transformações contundentes para as próximas três décadas. Entre os resultados esperados, projeta-se uma economia de até 27% no consumo de energia, além de um aumento de cinco vezes na oferta de bioenergia.
“Roadmaps” e o primeiro ciclo operacional
Ademais, a execução da proposta se apoiará na criação de mapas estratégicos. De acordo com o secretário-executivo do MME, Gustavo Ataíde, o Plante contará com roadmaps específicos elaborados para orientar diretrizes de grande peso, como a Política Nacional do Hidrogênio e o programa Combustível do Futuro.
“O Plante se organiza em roadmaps, que são os mapas do caminho que permitem concretizar a transição energética brasileira”, declarou Ataíde durante o evento no ministério. Consequentemente, para dar início prático a essas rotas, o primeiro ciclo operacional da iniciativa já está delineado para o período entre 2026 e 2029.
Outro aspecto de grande relevância sublinhado no Plano é a sua transversalidade. O secretário-executivo ressaltou que as metas climáticas do país estão organizadas em ações que envolvem esforços conjuntos de diversos órgãos, abrangendo desde o Ministério da Fazenda até o Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Foto: Ricardo Botelho/MME